SAINDO DA ZONA DE CONFORTO II


   Vamos voltar a falar da zona de conforto? Vocês lembram que falei o quanto é importante termos a disposição de sairmos da zona de conforto se quisermos crescer ou mudarmos a nossa vida significativamente. Vamos continuar falando disto mais um pouco, pois este assunto da pano pra manga! Rs

   É natural do ser humano buscar conforto e comodidade. Mas se pararmos para pensar bem, veremos que isto é verdade até um certo ponto, pois se não, corremos o risco de estagnarmos e vivermos num marasmo tedioso. Você pode chegar e me dizer: "não corro esse risco, pois trabalho muito e não tem como minha vida ficar tediosa". Sim, concordo. Tédio não existirá, mas comodismo e hábito sim, e isto ao longo de muito tempo pode não ser bom. 

Eu pergunto para você: nesta sua rotina estafante você abre espaço para se divertir, para ter prazer? Não vale um programinha de TV antes de dormir. Isto serve para relaxar, não realmente para te satisfazer. Quem sabe se você não fosse fazer aquela aula de dança que tanto lhe dava prazer? Não seria mais gratificante? Ou quem sabe aquele curso de pintura ou um chopinho no bar com os amigos? É claro que cada pessoa é única e o que é prazeroso para uma, pode não ser para outra. Com isto eu digo que o mais importante para você é saber, de fato, se já está na hora de largar a zona de conforto. "Como vou saber?" Simples. Faça as seguintes perguntas para você mesmo: Eu estou feliz? Estou me sentindo bem? Me sinto leve, interessado pela vida? Se a resposta a todas estas questões forem positivas, perfeito, você está crescendo. Mas se não, se há alguma insatisfação, alguma inquietação, se você sente alguma frustração, está na hora de criar coragem e procurar uma mudança significativa na sua vida. Como você irá fazer isto é com você, mas uma coisa é certa: você terá que sair da zona de conforto.

   O desconhecido gera desconforto, isto é natural. É importante que você saiba disso. Mas para mudar, para resolver questões internas ou mesmo externas - já que o externo é reflexo do nosso interior- precisamos olhar para a  frente, para o novo, e o novo é desconhecido. Dá aquele friozinho na barriga e a vontade de se agarrar aos velhos hábitos, conceitos, padrões e ao que dá segurança. Não nos permitimos  sair da zona de conforto. Então, sinto comunicar,  não alcançaremos mudança nenhuma, não cresceremos, nem evoluiremos. Por exemplo, quantas pessoas você conhece que fazem terapia há anos e suas vidas continuam da mesma maneira? Essas pessoas não conseguem sair da zona de conforto e dar o pulo do gato. E é por isto que eu, pessoalmente, prefiro terapias mais dinâmicas que trabalham com o comportamento das pessoas de uma forma mais prática, do que as terapias puramente analíticas.

   A maioria das pessoas espera sentir a vontade, o ímpeto, de mudar seu comportamento para, então, colocar tudo em prática. Mas isto não funciona. Tem uma hora que precisamos fazer um esforço. Você não pode esperar as coisas acontecerem espontaneamente porque isso não vai acontecer nunca se não tiver um empurrão consciente da sua parte. Você precisa colocar a mudança em andamento, na prática, no seu comportamento. E quanto mais você for fazendo isto, mais fácil se tornará, e chegará um dia em que acontecerá automaticamente. Lembra que falei que tudo é uma questão de hábito? Um dia assisti a um programa de TV no qual um salva-vidas que fazia resgate no mar, de helicóptero, falou algo que ilustra bem o que digo. Foi perguntado a ele se ele não tinha medo. Ele então respondeu que no início sim, mas que de tanto fazer aquilo passou a se acostumar, passou a ser conhecido. E ele mesmo afirmou: "Se tornou conhecido e quando se torna conhecido você perde o medo, o desconforto." 

   A vida é assim, gente! Queremos crescer, queremos mudar? Temos que ousar, temos que largar a segurança, temos que sair da zona de conforto. Quando nos acostumamos já está na hora de dar o outro salto, está na hora de mudar, de desacostumar, de encarar o novo, de encarar mais um desafio, de se superar!

Por Anna Leão (favor mencionar a fonte e autoria ao reproduzir este texto).




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