SAINDO DA ZONA DE CONFORTO



         A vida muda o tempo todo. Nada é constante, tudo é fluxo, movimento. Mas e a nossa vida, será que ela também muda o tempo todo?! Quantas pessoas não conhecemos que estão vivendo suas vidas sempre do mesmo jeito? Quem sabe nós não somos uma delas? Se não, quantas vezes não ficamos estagnados numa mesma fase por muitos anos?

     Mas o que você está querendo nos dizer, Anna? Você pergunta. Eu respondo:  Estou querendo dizer que como somos vida, como estamos vivos, temos que fluir junto com ela. Temos que nos mexer e movimentar a nossa vida.

     Eu mesma sempre procurei mudar as coisas na minha vida a cada ano. Pelo menos eu mudava a rotina, me dedicava a coisas novas, fazia um novo curso, por exemplo. Mas hoje vejo que isto era apenas uma pequena mudança, na verdade, era uma ilusão para eu achar que me movimentava de fato. Realmente eu não caia na rotina, mas quando falo em movimento de vida, falo em algo muito maior. É mudar mesmo! É mudar internamente, se renovar, se reinventar, para usar esta palavra tão em moda hoje em dia.

     A mudança interna vai acarretar mudanças externas, nisto não há dúvida. Mas também podemos começar pela mudança externa, forçá-la a acontecer, para conseguirmos mudar um padrão interno. Para isto precisamos sair da nossa zona de conforto, expressão tão utilizada ultimamente, mas extremamente verdadeira.

     Sair da zona de conforto é difícil, pois nela nos sentimos sempre seguros. Mas nela não há desafio, não há crescimento, não há superação. Não fomos feitos para ficarmos estagnados, nem interna, nem externamente.  Podemos ser e fazer o que quisermos, o que nos propusermos, mas para isto precisamos nos transformar realmente, nos superar.

      O ser humano é extremamente adaptável, e eu sempre achei que tudo é uma questão de hábito. Mudar nossos hábitos no início é difícil, com certeza, assim como qualquer momento de transição e de mudança, mas depois de um certo tempo  tudo começa a fluir naturalmente. Esse tempo vai depender muito de cada um e vai variar de acordo com o nosso entusiasmo, expectativas e disponibilidade para encarar o novo. O mais importante de tudo é ter em mente que nada é definitivo, com isto nos sentimos livres para mudarmos sempre e ousamos sair de nossa zona de conforto.


Nota: escrevi este artigo em 2014 quando o publiquei aqui no blog pela primeira vez. Achei por bem postá-lo novamente já que continuaremos abordando esse tema no próximo artigo. Beijos e até la!


Por Anna Leão (Texto e criação do autor, ao utilizar este texto, por favor, não se esqueça de mencionar a fonte e autoria). 



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