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RELACIONAMENTOS AMOROSOS



Outro dia eu estava conversando com uma amiga sobre relacionamentos amorosos. Falávamos do comportamento dos parceiros e de como nós "devemos" nos portar dentro de uma relação. Em algumas coisas concordamos, já em outras nós discordamos bastante. Eu fiquei pensando muito sobre as questões abordadas em nossa conversa e percebi que precisava escrever sobre isso. E aqui está a minha opinião, o como eu vejo e trato as coisas do coração.
Eu começo por dizer que percebo as pessoas completamente armadas na questão dos relacionamentos afetivos. E acho que é por isso que os relacionamentos estão tão difíceis e tão  efêmeros. As pessoas não se dedicam mais a eles. Elas estão com tanto medo de sofrer, de serem passadas para trás, de serem feitas de bobas, que não se entregam e não priorizam o lado afetivo de suas vidas. Vemos isso nos livros que ensinam a mulher moderna a ser “poderosa”, por exemplo, e para isso ela tem que colocar tudo na frente de um homem.  Só que a questão não é o homem, e sim, a vida afetiva dela! As próprias mulheres  de hoje em dia concordam com isso e, assim,  colocam um possível relacionamento em quinto ou sexto lugar na lista de prioridades de suas vidas.
Meus amigos, devo avisar que relacionamento afetivo é tudo na vida de uma pessoa! E aqui não fala apenas uma romântica, fala também alguém com embasamento nas leis da metafísica, do universo e até mesmo da mecânica quântica. Alguém que sabe que quando estamos amando e sendo amados, quando estamos realizados no setor afetivo, simplesmente a vida flui. É isso mesmo, flui. Tudo flui! É a lei. O Yin e o Yang equilibrados fazem tudo fluir: a vida financeira, a profissional, a saúde, enfim, tudo. Amor é amor, gente! É o que move as coisas do mundo, e isso não é romance, é ciência. Se a base da criação é o amor, como vamos viver bem e completos sem ele? Como a nossa vida vai fluir bem em todas as áreas sem ele? Não adianta vir me dizer do equilíbrio interno, de seu lado masculino e do seu lado feminino. Não é disso que falo. Falo da química do amor. Ninguém pode amar sozinho. Falo da paixão, do sexo com significado, falo de comunhão entre duas pessoas.
O que temos que fazer, então, para estarmos realizados na área afetiva? Não sei a resposta. Mas de uma coisa eu tenho certeza: do começo, do primeiro passo, que é muito simples. Precisamos reconhecer que o relacionamento afetivo é vital para nós. Precisamos assumir isso sem medo, sem vergonha, sem máscaras, sem defesa. Como vamos trabalhar com isso, aí já é outra questão e vai depender da vida de cada um. Vai depender da natureza, das experiências e, até mesmo, das frustrações de cada um. Logo em seguida, precisamos sim priorizar essa área de nossas vidas. Não, necessariamente, como a única coisa importante, mas ela não pode ficar depois do terceiro lugar na nossa lista de prioridades.
Muitas pessoas abrem mão de um relacionamento afetivo em detrimento de outras coisas, de  outras áreas de sua vida, no fundo não porque querem e sentem  isso intimamente, mas porque pensam que talvez o outro não fizesse o mesmo por elas. Esse é o grande problema. Como um se defende daqui, o outro vai se defender de lá. E no fundo ninguém comunga com ninguém, ninguém se doa totalmente, simplesmente com medo, puramente por medo.
É aqui que entra o segundo passo: precisamos estar disponíveis. É isto mesmo, precisamos estar disponíveis para o outro. Ninguém  está disponível. É um medo terrível em se mostrar vulnerável, em demonstrar ao outro o quanto ele é importante. “Ah, o outro não tem a disponibilidade para mim…”  Mas por quê ? Por vontade própria ou por circunstâncias da vida? Se for por vontade própria, provavelmente ele esteja tão na defensiva quanto você. Mas se for por fatores externos, que bom então que você pode estar disponível, não é mesmo? Pois se nenhum estiver disponível como a relação vai acontecer? E isto muitas vezes é uma questão de momento, de fases de uma relação. Pode chegar num outro período em que a pessoa esteja mais disponível  e você não, também por questões externas. Nesses momentos, a compreensão, a tolerância, o olhar o lado do outro se fazem necessários. Sair um pouco de nossas exigências, da nossa necessidade de controle, do nosso imediatismo, e nos adaptarmos um pouco  ao outro, sem nos perdermos de nós mesmos, é claro, sem nos violentarmos. Mas se um só tem a chance de se adaptar, porque não, se vale a pena? Talvez se o outro pudesse, ele se adaptaria cem vezes mais que você! Mas a questão não é competição. E como há competição nos relacionamentos, não é mesmo?
O que acontece também é que as pessoas estão extremamente individualistas, críticas e céticas no amor. Todo mundo está no próprio umbigo, e o egoísmo impera. Isso é fato,  com ou sem justificativa, é fato. E sinto dizer: com esta postura ninguém terá uma relação de qualidade. Quando falo em qualidade, falo de sentimento, de plenitude, de felicidade, de realização e também de crescimento.
As pessoas estão tão frias neste setor que escolhem um par por afinidade, interesses comuns, alguém que cumpra  uma lista de exigências. Ei, não estamos procurando uma pessoa para preencher um cargo na empresa! Aliás, não estamos procurando. Este também é um ponto importante. Estamos simplesmente abertos para deixar acontecer de encontrarmos aquela pessoa que vai nos encantar, que vai mexer com a gente, que vai tirar a gente da nossa zona de conforto. Pois iniciar um relacionamento amoroso de verdade é sair da zona de conforto, e muita gente não quer isso. Aliás, abrindo um parênteses aqui, em breve estarei escrevendo alguns textos sobre ela, a zona de conforto. Mas voltando, o nosso par pode não ter nada a ver com a gente. Ele pode ter interesses completamente diferentes, mas o que vale é o algo a mais, amor, química, talvez algo mágico, de alma… Realmente, até hoje, eu não sei bem o que é. Mas isto não se define, e isso que é o bacana!
Precisamos ter um espírito de aventura para encarar o amor. Pois ele não é programado, ele não corresponde as nossas exigências e muitas vezes, nem as nossas expectativas, mas ele dá a liga, ele dá  o sentido, ele faz simplesmente com que a gente aconteça.
Encerro dizendo que nos dias de hoje esta minha visão pode parecer antiquada e ultrapassada, mas quem sabe não é uma semente para um futuro melhor das relações?
Por Anna Leão (Favor mencionar fonte e autoria ao reproduzir este texto).


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