"A magia, a espiritualidade e o autoconhecimento são temas que sempre me interessaram. Por isto estudei astrologia e várias doutrinas espirituais e filosóficas. Continuo pesquisando e estudando infinitamente, e sinto como meu dever passar estes conhecimentos. É o que faço através de minhas histórias - nos livros - ensaios e crônicas. Sempre com muito prazer e gratidão, utilizando os dons que me foram ofertados: a imaginação e a escrita. O METAMORFOSE, fundado em 2008, foi o primeiro canal para esta expressão. Sejam sempre bem-vindos!" Anna

sexta-feira, 12 de maio de 2017

MATERNIDADE


A comemoração do Dia das Mães está chegando e trago para vocês as minhas reflexões sobre a maternidade.

Não acho que toda mulher deva ou queira ser mãe. Acho que existem vários tipos de vidas, de mulheres, de produções e criações. Eu, pessoalmente, sempre quis ser mãe. Tenho um lado maternal muito forte. Desde pequena sonhava em ter muitos filhos. Acabei que tive duas filhas e as criei sem um pai presente. Sendo bem sincera, digo que nunca me importei com isto.

Eu vejo a maternidade como uma missão. Algo que, infelizmente, está desvalorizado, banalizado, e muitas vezes deturpado. Neste mundo atual, que precisamos tanto fazer e acontecer, ser só mãe não dá status. Mas a energia que despendemos, o tempo de que  precisamos para sermos uma mãe presente e atuante na educação e criação de nossos filhos, sem falar na responsabilidade que é, e a satisfação que dá, já justifica uma existência. A saber, a nossa, que somos mães.

Nós produzimos, criamos, ensinamos, nos preocupamos, cuidamos, nutrimos, brincamos, brigamos, sentimos diversas emoções com e por nossos filhos, e ainda por cima, amamos. Não está bom? Precisa de mais para sermos valorizadas como pessoas, como indivíduos?

Claro que temos interesses próprios, e eles variam de mulher para mulher, tanto a quantidade, como o tipo desses interesses. Precisamos também de tempo e espaço para nós (Ah... E como eu preciso!). Porém nada disso impede a maternidade, nem a maternidade impede tudo isso. O que precisamos é nos conhecermos bem, saber até onde podemos ir. Conhecermos os nossos limites e decidirmos se dá para ser a Mulher Maravilha ou não. Aliás, não me lembro dela com filhos; para falar a verdade, de nenhum super-herói. Será que isto quer dizer alguma coisa? Pensemos…

Acho que não existe um tipo ideal de mãe. Cada mulher vai ser mãe do seu jeito, de acordo com a sua própria natureza. Abaixo os estereótipos e rótulos. Agora, o que é preciso é estar inteira no que se faz, em tudo, inclusive, na maternidade. Falo isto porque me choca profundamente ver mães de meninas pequenas, com bom padrão de vida, que reclamam que vão entrar de férias, puramente porque este fato implica que passarão todo tempo com suas filhas. Outras dizem que não conseguem ser mães 24 horas por dia; e as poucas horas que estão fazendo um programa com suas meninas, estão com cara de tédio. Por que as trouxeram ao mundo? Para agradar ao marido, `a família, à sociedade, ou simplesmente, porque queriam mostrar que são mulheres completas?

Tanta coisa está envolvida neste contexto, que se a gente for se aprofundar mais na questão, vamos encontrar mulheres perdidas em si mesmas e no mundo. Fruto de uma sociedade com valores tão disparatados e truncados que confunde a todos. Ninguém é uma coisa só, muito menos se consegue ser apenas uma coisa por 24 horas todos os dias. A questão é como o assunto é abordado: com uma frase clichê negando a importância e o prazer da maternidade.

O que fazer então? Penso que se aprofundar em si mesma, buscar o autoconhecimento e a própria verdade interior. Conhecer suas verdadeiras vocações. Eu, particularmente, acho isto tão prazeroso! Conhecer nossos verdadeiros anseios, os nossos próprios sentimentos, os nossos próprios talentos e potenciais. E antes de tudo, não nos preocuparmos com as aparências e sim com o que realmente nos traz satisfação.

Você pode ser uma excelente mãe de uma forma não convencional. Quando falo em ser excelente, entra aqui a dedicação e o prazer, pois não podemos ser excelentes em nada que não nos dê prazer. E quando temos prazer nos dedicamos. Você só precisa buscar a forma que combine com você para exercer plenamente a maternidade.

Sonhei muitas coisas para a minha vida, uma delas foi ser mãe. Este sonho eu consegui concretizar. Ainda continuo sonhando muitas outras coisas e pretendo também realizá-las. E percebo que não teria espaço na minha vida, nem tempo, nem mesmo energia, para concretizar tudo que sonhei de uma vez só. Algumas áreas ficariam capengas, porque não dá pra ser tudo, pelo menos, não ao mesmo tempo. Hoje, mais madura, percebo que, contanto que me realize, prefiro estar inteira em poucas coisas, do que ser tudo pela metade. 


Por Anna Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo).


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Rabiscos de Anna VI

"Não pense no caminho mais fácil, e sim, no que faz a sua alma pulsar... Muitas vezes o que parece mais fácil, se torna mais difícil, quando não é o que nos faz vibrar!"

(Anna Leão)



sexta-feira, 14 de abril de 2017

Rabiscos de Anna V

"Minha escrita é visceral. Ela vem da alma e das entranhas do meu corpo. É uma escrita simples, que "apenas" flui... E por isso seu significado pode ser entendido por todos. Pois ela não é elitizada, nem rebuscada e, talvez por isso, ela não seja estéril, e sim, fértil. Ela é poesia em movimento... "

( Anna Leão)

terça-feira, 4 de abril de 2017

Triste vício


Tristonho é o meu vício
Vício de te amar e de te esperar
Vício embriagante de sempre aguardar
Por uma palavra amena
Por um gesto sereno
Por esse olhar moreno.
E enquanto você não vem
Rabisco palavras avulsas que me fazem tão bem.
Aguardo o toque da campainha 
Para decifrar o sentido nas entrelinhas.
Nas entrelinhas do teu gozo, do teu cheiro, do teu beijar
Para me deixar mais uma vez na esperança de tudo outra vez.


Por Anna Leão (favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este poema)


domingo, 26 de março de 2017

FECHANDO CICLOS...


O que seria dos começos se não fossem os finais? Quase sempre, para começarmos algo novo, precisamos promover um término. Precisamos largar, deixar ir, para podermos receber o novo. Para abrirmos  um novo capítulo em nossas vidas muitas vezes é necessário deixar morrer.

Geralmente são corações que se partem, lágrimas derramadas e um sentimento de fracasso. Isto normalmente acontece nos finais de relacionamentos amorosos. Namoros, casamentos, casos, enfim, não importa; o importante, por mais que seja sofrido o término, é olhar com outros olhos para ele. Não com um sentimento de fracasso, mas de gratidão. Não houve fracasso e, sim, aprendizado.  Houve maus e bons momentos, como em tudo na vida. Deu certo enquanto durou e é isto que importa.

 Nada dura para sempre e, muitas vezes, quando dura é por comodismo, por medo, enfim, por motivos que não ajudam o crescimento, a expansão e a fidelidade a nossa própria natureza. Diga-me: o que adianta ser fiel aos outros, se não formos fiéis a nós mesmos? Para sermos, realmente, fiéis a alguém, precisamos ser fiéis a nossa própria natureza. Pois se estamos mentindo para nós, estamos mentindo também para os outros. Por isto o autoconhecimento ser tão importante.  Precisamos nos conhecer profundamente para sabermos, de fato, quem somos, o que queremos e quais os nossos valores reais. Assim não fingiremos ser o que não somos, não prometeremos o que não podemos cumprir e, seremos autênticos e transparentes.

Temos a visão romântica do que até a morte nos separe, reforçada por uma sociedade que quer nos formatar a todo custo. Por isso uma família quando se desfaz é motivo de comoção. Mas existem muitas formas de ter uma família, de fazer parte de uma. Assim como existem muitas pessoas que não são talhadas para formar uma família, pelo menos de forma convencional. E como essas pessoas sofrem! Como vivem em conflito tentando se encaixar em um papel que não combina com elas.

Mas este texto sobre finais não está restrito só ao término de relacionamentos amorosos. Delonguei-me um pouco nele porque para a maioria das pessoas isto machuca muito. Mas há várias formas de sinais de finais de ciclos, tanto internos quanto externos. Se pararmos para pensar bem, veremos que em todas as mudanças significativas de nossas vidas há uma morte para haver um nascimento, ou mesmo, um renascimento. Quantas vezes precisamos largar uma profissão para podermos começar outra? Quando mudamos de cidade ou país, houve toda uma morte do estilo de vida que levávamos naquele lugar; uma morte de relacionamentos, contatos pessoais... E o novo se descortina em outro lugar, com nova energia, novas pessoas, novo modo de viver.

Para expandir é preciso deixar algo para trás, é preciso deixar morrer… Sejamos gratos por tudo que passamos, que aprendemos, que recebemos e tivemos a oportunidade de dar. Encaremos isso com um sorriso no rosto, uma leveza no coração e uma certeza de que um belo novo ciclo está por começar. 

Por Anna Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo).

quarta-feira, 15 de março de 2017

LUA AMARELA


A lua amarela veio me visitar
Em uma noite quente de verão, olho para o céu e a vejo
Linda, brilhante, redonda e majestosa
Abriga o sol dourado em seu ventre
Lua danada, safada e caprichosa
Me enche de glamour, fervor e ardor
E as horas não passam enquanto espero o meu amor
É nessa lua que gozo o gozo da mulher madura
Fatal, selvagem, jubilosa
Sereia certeira que encanta com seu canto
Louvando essa lua que os males espanta
.
Por Anna Leão (Favor mencionar fonte e autoria ao reproduzir este poema)


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