sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

UM POUCO DE FANTASIA...

DE 03  A 11 DE DEZEMBRO MINHAS OBRAS A RAINHA DA FLORESTA E A RAINHA DA FLORESTA E A DEUSA DA TERRA ESTARÃO  COM PREÇO PROMOCIONAL DE NATAL.  É SÓ CLICAR AQUI PARA CONHECER UM POUCO MAIS DAS OBRAS E GARANTIR OS SEUS EXEMPLARES.  A SEGUIR CONTO COMO FUI INSPIRADA PARA A CRIAÇÃO DA HISTÓRIA.







A ideia da história, ou pelo menos de seu fundamento, é antiga. Seu embrião veio em minha mente nos anos 90, enquanto eu ouvia músicas da grande artista inglesa Kate Bush. Ouvia seu disco (que na verdade era uma fita gravada de canções mais antigas de Kate) e imaginava um show, uma ópera rock. E baseado nos títulos das canções e na melodia que me inspirava, foi se desenhando em minha imaginação a base da história de Anaís, como você deve saber, a protagonista de minha obra. 

Eu não dominava o inglês, por isto não entendia bem a letra, uma palavra ou uma frase ou outra. Eu me deixei levar mesmo pela melodia e pelo título das músicas.  Na época, eu não pensava em ser escritora - embora eu gostasse de escrever desde pequena - e a ideia ficou apenas na minha imaginação como um deleite. A primeira vez que ela foi para o papel, foi no ano seguinte, mas como material para um laboratório de dança. Eu fazia o curso de formação em dança contemporânea na escola de Angel Vianna. Havia uma cadeira, composição coreográfica, cujo o professor  propôs que cada aluno desse uma aula/laboratório em cima dos contos de fadas e suas simbologias. Cada aluno escolheu um conto e eu escolhi a história que eu havia imaginado um ano antes. Era necessário escrevê-la já que ninguém a conhecia. Naquela ocasião não tinha o título de A Rainha da Floresta. Não lembro que título dei.  

O melhor de tudo foi que eu pude fazer todo o laboratório com as músicas de Kate, que havia me inspirado. É claro que naquela época eu não tinha em mente a história completa como se tornou hoje. Mas havia a base inicial que cabia perfeitamente na proposta do professor. A princesa que se descobre uma bruxa e a partir daí passa por uma grande transformação, por processos de rejeição em seu meio ambiente, que enfrenta o desconhecido e se pergunta quem realmente é, abre uma gama enorme de possibilidades dentro de um trabalho naqueles moldes.

Devo dizer que o resultado foi positivo e as pessoas aplaudiram a minha ousadia de levar algo criado por mim. Lembro que uma colega me pediu o resumo da história para ler para o seu filho que tinha medo de bruxa, com a intenção de acabar com o  seu medo.  A partir deste dia, fiquei motivada em realmente desenvolver aquela fábula e lançá-la como livro. Mas isto teve que esperar alguns anos...




quarta-feira, 23 de novembro de 2016

RABISCOS DE ANNA II




Serenidade, intensidade
Intensidade, serenidade...

Como posso angustiar-me se sei que sou uma alma intensa em busca de paz, tranquilidade e serenidade?
E quando tenho tanta calma me sinto em busca da paixão, da ânsia, do vigor da intensidade...

Oh alma contraditória esta minha! Por que não buscar o caminho do meio e se contenta com isto?

 Ela me diz que o equilíbrio amortece a intensidade e sufoca a serenidade. Será? Será mesmo?!

Talvez os dois possam coexistir juntos, em harmonia...

E como você irá sentir a intensidade em equilíbrio?

 Mas sentir a serenidade em equilíbrio é possível, é fácil.
Porque o equilíbrio é sereno, já a intensidade não.

 Então a intensidade não combina com equilíbrio? Então, quando equilibramos a intensidade paramos de tê-la?

Sim. Parece-me que sim. A intensidade é desequilíbrio. Equilibrada é perdê-la. E não vale a pena perdê-la em nome da serenidade. Para a verdadeira serenidade sim. Mas poucos a conhecem. Para muitos esta suposta serenidade é apenas uma pausa para a intensidade. E então as pessoas acham que se equilibraram.... Pobre ilusão...

Anna Leão (favor mencionar fonte e autoria ao reproduzir este texto).



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

SAINDO DA ZONA DE CONFORTO I


   Vamos voltar a falar da zona de conforto? Vocês lembram que falei o quanto é importante termos a disposição de sairmos da zona de conforto se quisermos crescer ou mudarmos a nossa vida significativamente. Vamos continuar falando disto mais um pouco, pois este assunto da pano pra manga! Rs

   É natural do ser humano buscar conforto e comodidade. Mas se pararmos para pensar bem, veremos que isto é verdade até um certo ponto, pois se não, corremos o risco de estagnarmos e vivermos num marasmo tedioso. Você pode chegar e me dizer: "não corro esse risco, pois trabalho muito e não tem como minha vida ficar tediosa". Sim, concordo. Tédio não existirá, mas comodismo e hábito sim, e isto ao longo de muito tempo pode não ser bom. 

Eu pergunto para você: nesta sua rotina estafante você abre espaço para se divertir, para ter prazer? Não vale um programinha de TV antes de dormir. Isto serve para relaxar, não realmente para te satisfazer. Quem sabe se você não fosse fazer aquela aula de dança que tanto lhe dava prazer? Não seria mais gratificante? Ou quem sabe aquele curso de pintura ou um chopinho no bar com os amigos? É claro que cada pessoa é única e o que é prazeroso para uma, pode não ser para outra. Com isto eu digo que o mais importante para você é saber, de fato, se já está na hora de largar a zona de conforto. "Como vou saber?" Simples. Faça as seguintes perguntas para você mesmo: Eu estou feliz? Estou me sentindo bem? Me sinto leve, interessado pela vida? Se a resposta a todas estas questões forem positivas, perfeito, você está crescendo. Mas se não, se há alguma insatisfação, alguma inquietação, se você sente alguma frustração, está na hora de criar coragem e procurar uma mudança significativa na sua vida. Como você irá fazer isto é com você, mas uma coisa é certa: você terá que sair da zona de conforto.

   O desconhecido gera desconforto, isto é natural. É importante que você saiba disso. Mas para mudar, para resolver questões internas ou mesmo externas - já que o externo é reflexo do nosso interior- precisamos olhar para a  frente, para o novo, e o novo é desconhecido. Dá aquele friozinho na barriga e a vontade de se agarrar aos velhos hábitos, conceitos, padrões e ao que dá segurança. Não nos permitimos  sair da zona de conforto. Então, sinto comunicar,  não alcançaremos mudança nenhuma, não cresceremos, nem evoluiremos. Por exemplo, quantas pessoas você conhece que fazem terapia há anos e suas vidas continuam da mesma maneira? Essas pessoas não conseguem sair da zona de conforto e dar o pulo do gato. E é por isto que eu, pessoalmente, prefiro terapias mais dinâmicas que trabalham com o comportamento das pessoas de uma forma mais prática, do que as terapias puramente analíticas.

   A maioria das pessoas espera sentir a vontade, o ímpeto, de mudar seu comportamento para, então, colocar tudo em prática. Mas isto não funciona. Tem uma hora que precisamos fazer um esforço. Você não pode esperar as coisas acontecerem espontaneamente porque isso não vai acontecer nunca se não tiver um empurrão consciente da sua parte. Você precisa colocar a mudança em andamento, na prática, no seu comportamento. E quanto mais você for fazendo isto, mais fácil se tornará, e chegará um dia em que acontecerá automaticamente. Lembra que falei que tudo é uma questão de hábito? Um dia assisti a um programa de TV no qual um salva-vidas que fazia resgate no mar, de helicóptero, falou algo que ilustra bem o que digo. Foi perguntado a ele se ele não tinha medo. Ele então respondeu que no início sim, mas que de tanto fazer aquilo passou a se acostumar, passou a ser conhecido. E ele mesmo afirmou: "Se tornou conhecido e quando se torna conhecido você perde o medo, o desconforto." 

   A vida é assim, gente! Queremos crescer, queremos mudar? Temos que ousar, temos que largar a segurança, temos que sair da zona de conforto. Quando nos acostumamos já está na hora de dar o outro salto, está na hora de mudar, de desacostumar, de encarar o novo, de encarar mais um desafio, de se superar!

Por Anna Leão (favor mencionar a fonte e autoria ao reproduzir este texto).




quinta-feira, 10 de novembro de 2016

VIVER NO TEMPO PRESENTE

Por Anna Leão

Eu estava meio inquieta outro dia, pensando no rumo que eu quero dar a minha vida, nas coisas que eu quero e posso fazer de imediato. Tenho um objetivo maior, mas até lá, até atingi-lo, o que fazer? Uma ansiedade já queria tomar conta de mim, eu já querendo examinar todas as possibilidades, traçar planos, querendo resolver a vida em plena tarde de domingo. Por fim me conscientizei de que não era o momento de fazer nada, que este dia podia estar pedindo que eu apenas relaxasse e soltasse as coisas, que eu desse tempo para elas acontecerem. 

Sei que as coisas precisam de um tempo para germinarem. Elas precisam de um tempo de incubação para serem elaboradas num plano maior para, então, estarem prontas para se materializarem. Resolvi deitar no meu sofá e olhar o céu e a montanha através da minha janela. Me dar o tempo que aquele dia me pedia. Peguei meu celular, meu fone de ouvido e coloquei uma música do Pearl Jam para ouvir. Escolhi Present Tense porque era exatamente a mensagem que eu estava precisando naquele momento: viver o tempo presente. E o que aconteceu? Quando resolvi soltar, não fazer  nada, apenas me entregar ao prazer de ouvir uma boa música, recebi uma significativa mensagem de uma pessoa. Essa mensagem simplesmente me indicou que eu estava no caminho certo, comprovou o que eu já sei, mas às vezes esqueço, que quando soltamos, as coisas acontecem.

 Eu estava em busca de resultados para as minhas ações de uma forma muito imediatista e já estou cansada de saber  que as coisas não se processam desta maneira. É quando a gente faz porque gosta, porque quer fazer, porque aquilo faz parte do nosso ser, sem esperar resultados imediatos, que as coisas acontecem, que elas aparecem. E por  menores que sejam sempre tem uma importância que devemos valorizar, uma importância que nos mostra que estamos no caminho certo.

Foi perfeita a sincronia de parar, soltar, ouvir Eddie Vedder cantando e me dizendo para viver o tempo presente, com a mensagem que recebi e a inspiração que tive no ato para escrever este texto. Espero que assim como essa canção inspirou esse meu momento e essas linhas, minhas palavras também possam inspirar você a soltar e a viver no tempo presente, pois é nele que a vida realmente acontece.


Para deixar completo este nosso momento, abaixo coloco o vídeo do Pearl Jam com Present Tense, agradecendo a Naniinha que o postou e fez a tradução da letra.




(Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este texto)


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

SAINDO DA ZONA DE CONFORTO



         A vida muda o tempo todo. Nada é constante, tudo é fluxo, movimento. Mas e a nossa vida, será que ela também muda o tempo todo?! Quantas pessoas não conhecemos que estão vivendo suas vidas sempre do mesmo jeito? Quem sabe nós não somos uma delas? Se não, quantas vezes não ficamos estagnados numa mesma fase por muitos anos?

     Mas o que você está querendo nos dizer, Anna? Você pergunta. Eu respondo:  Estou querendo dizer que como somos vida, como estamos vivos, temos que fluir junto com ela. Temos que nos mexer e movimentar a nossa vida.

     Eu mesma sempre procurei mudar as coisas na minha vida a cada ano. Pelo menos eu mudava a rotina, me dedicava a coisas novas, fazia um novo curso, por exemplo. Mas hoje vejo que isto era apenas uma pequena mudança., na verdade, era uma ilusão para eu achar que me movimentava de fato. Realmente eu não caia na rotina, mas quando falo em movimento de vida, falo em algo muito maior. É mudar mesmo! É mudar internamente, se renovar, se reinventar, para usar esta palavra tão em moda hoje em dia.

     A mudança interna vai acarretar mudanças externas, nisto não há dúvida.Mas também podemos começar pela mudança externa, forçá-la a acontecer, para conseguirmos mudar um padrão interno. Para isto precisamos sair da nossa zona de conforto, expressão tão utilizada ultimamente, mas extremamente verdadeira.

     Sair da zona de conforto é difícil, pois nela nos sentimos sempre seguros. Mas nela não há desafio, não há crescimento, não há superação. Não fomos feitos para ficarmos estagnados, nem interna, nem externamente.  Podemos ser e fazer o que quisermos, o que nos propusermos, mas para isto precisamos nos transformar realmente, nos superar.

      O ser humano é extremamente adaptável, e eu sempre achei que tudo é uma questão de hábito. Mudar nossos hábitos no início é difícil, com certeza, assim como qualquer momento de transição e de mudança, mas depois de um certo tempo  tudo começa a fluir naturalmente. Esse tempo vai depender muito de cada um e vai variar de acordo com o nosso entusiasmo, expectativas e disponibilidade para encarar o novo. O mais importante de tudo é ter em mente que nada é definitivo, com isto nos sentimos livres para mudarmos sempre e ousamos sair de nossa zona de conforto.


Nota: escrevi este artigo em 2014 quando o publiquei aqui no blog pela primeira vez. Achei por bem postá-lo novamente já que continuaremos abordando esse tema no próximo artigo . Beijos e até la!


Por Anna Leão (Texto e criação do autor, ao utilizar este texto, por favor, não se esqueça de mencionar a fonte e autoria). 



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

RELACIONAMENTOS AMOROSOS


Outro dia eu estava conversando com uma amiga sobre relacionamentos amorosos. Falávamos do comportamento dos parceiros e de como nós devemos nos portar dentro de uma relação. Em algumas coisas concordamos, já em outras nós descordamos bastante. Eu fiquei pensando muito sobre as questões abordadas em nossa conversa e percebi que precisava escrever sobre isto. E aqui vai a minha opinião, o como eu vejo e trato as coisas do coração.

Eu começo por dizer que percebo as pessoas completamente armadas na questão dos relacionamentos afetivos. E acho que é por isto que os relacionamentos estão tão difíceis e tão  efêmeros. As pessoas não se dedicam mais a eles. Elas estão com tanto medo de sofrer, de serem passadas para trás, de serem feitos de bobas, que não se entregam e não priorizam o lado afetivo de suas vidas. Vemos isto nos livros que ensinam a mulher moderna a ser "poderosa", por exemplo, e para isso ela tem que colocar tudo na frente de um homem.  Só que a questão não é o homem, e sim, a  vida afetiva dela! As próprias mulheres  de hoje em dia concordam com isto e colocam um possível relacionamento em quinto ou sexto lugar na lista de prioridades de suas vidas.

Meus amigos, devo avisar que relacionamento afetivo é tudo na vida de uma pessoa! E aqui não fala apenas uma romântica, fala também alguém com embasamento nas leis da metafísica, do universo e até mesmo da mecânica quântica. Alguém que sabe que quando estamos amando e sendo amados, quando estamos realizados neste setor, simplesmente a vida flui. É isto mesmo, flui. Tudo flui! É a lei. O Yin e o Yang equilibrados faz tudo fluir: a vida financeira, a profissional, a saúde, enfim, tudo. Amor é amor, gente! É o que move as coisas do mundo, e isto não é romance, é ciência. Se a base da criação é o amor, como vamos viver bem e completos sem ele? Como a nossa vida vai fluir bem em todas as áreas sem ele? Não adianta vir me dizer do equilíbrio interno, de seu lado masculino e o seu lado feminino. Não é disso que falo. Falo da química do amor, ninguém pode amar sozinho. Falo da paixão, do sexo com significado, falo de comunhão entre duas pessoas. 

O que temos que fazer, então, para estarmos realizados na área afetiva? Não sei a resposta. Mas de uma coisa eu tenho certeza, do começo, do primeiro passo, que é muito simples. Precisamos reconhecer que o relacionamento afetivo é vital para nós. Precisamos assumir isto sem medo, sem vergonha, sem máscaras, sem defesa. Como vamos trabalhar com isto, aí já é outra questão e vai depender da vida de cada um. Vai depender da natureza, das experiências,  e até mesmo das frustrações de cada um. Logo em seguida, precisamos sim priorizar esta área, não necessariamente como a única coisa mais importante de nossas vidas. Mas ela não pode ficar depois do terceiro lugar na nossa lista de prioridades. Muitas pessoas abrem mão de um relacionamento afetivo em detrimento de outras coisas, de  outras áreas de sua vida, no fundo não porque querem e sentem  isto intimamente, mas porque pensam que talvez o outro não fizesse isto por elas. Este é o grande problema. Como um se defende daqui, o outro vai se defender de lá. E no fundo ninguém comunga com ninguém, ninguém se doa totalmente, simplesmente com medo, puramente por medo. 

É aqui que entra o segundo passo: precisamos estar disponíveis. É isto mesmo, precisamos estar disponíveis para o outro. Ninguém  está disponível. É um medo terrível em se mostrar vulnerável, em demonstrar ao outro o quanto ele é importante. "Ah, o outro não tem a disponibilidade para mim..." Mas por que ?! Por vontade própria ou por circunstâncias da vida? Se for por vontade própria, provavelmente ele esteja tão na defensiva quanto você. Mas se for por fatores externos, que bom então que você pode estar disponível, não é mesmo? Pois se nenhum estiver disponível como a relação vai acontecer? E isto muitas vezes é uma questão de momento, de fases de uma relação. Pode chegar em outro período em que a pessoa esteja mais disponível  e você não, também por questões externas. Nestes momentos a compreensão, a tolerância, o olhar o lado do outro se fazem necessários. Sair um pouco de nossas exigências, da nossa necessidade de controle, do nosso imediatismo, e nos adaptarmos um pouco  ao outro, sem nos perdermos de nós mesmos, é claro, sem nos violentarmos. Mas se um só tem a chance de se adaptar, porque não se vale a pena? Talvez se o outro pudesse, ele se adaptaria 100 vezes mais que você! Mas a questão não é competição. E como há competição nos relacionamentos, não é mesmo?

O que acontece também é que as pessoas estão extremamente individualistas, críticas e céticas no amor. Todo mundo está no próprio umbigo, e o egoísmo impera. Isso é fato,  com ou sem justificativa, é fato. E sinto dizer: com esta postura ninguém terá uma relação de qualidade. Quando falo em qualidade, falo de sentimento, de plenitude, de felicidade, de realização e também de crescimento. 

As pessoas estão tão frias neste setor que escolhem um par por afinidade, interesses comuns, alguém que cumpra  uma lista de exigências. Ei, não estamos procurando uma pessoa para preencher um cargo na empresa! Aliás, não estamos procurando! Este também é um ponto importante. Estamos simplesmente abertos para deixar acontecer de encontrarmos aquela pessoa que vai nos encantar, que vai mexer com a gente, que vai tirar a gente da nossa zona de conforto. Pois iniciar um relacionamento amoroso de verdade, é sair da zona de conforto, e muita gente não quer isto. Aliás, abrindo um parênteses aqui, em breve estarei escrevendo alguns textos sobre ela, a zona de conforto. Mas voltando, o nosso par pode não ter nada a ver com a gente, ele pode ter interesses completamente diferentes, mas o que vale é o algo a mais, amor, química, talvez algo mágico, de alma... Realmente isto, até hoje, eu não sei bem o que é. Mas isto não se define, e isso que é o bacana!

Precisamos ter um espírito de aventura para encarar o amor. Pois ele não é programado, ele não corresponde as nossas exigências e muitas vezes, nem as nossas expectativas, mas ele dá a liga, ele dá  o sentido, ele faz simplesmente com que a gente aconteça.

Encerro dizendo que nos dias de hoje esta minha visão pode parecer antiquada e ultrapassada, mas quem sabe não é uma semente para um futuro melhor das relações?


Anna Leão (favor mencionar fonte e autoria ao reproduzir este texto).







quarta-feira, 2 de novembro de 2016

PERFEITA



Sob acertos divinos nos identificamos com a perfeição.
 Mas ela existe realmente? 
 O imperfeito faz parte da perfeição. 
 Oh, que grande dilema! 
 Mas os Deuses não se importam e atuam dos dois modos 
Ora perfeitos, ora imperfeitos
 Porque a vida é assim
 Comunga a ordem e o caos 
 O claro e o escuro
 A sombra e a luz.
 Sejamos inteiros então em nossas imperfeições. 
 Digo para assumi-las 
 E não fingir que não as temos.
 Mas sejamos inteiros também em nossa perfeição. 
 Porque só por existirmos já somos perfeitos ... E imperfeitos...


 Anna Leão ( Favor mencionar a fonte e autoria ao publicar este poema)



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

QUANDO AS COISAS NÃO VÃO BEM...




Muitas vezes quando as coisas não vão bem, quando parece que tudo saiu dos trilhos, quando parece que tudo deu pra trás, a melhor coisa é se aquietar e esperar os ventos ruins mudarem o seu curso. Tendemos, nestes momentos, a nos afobarmos, a querer fazer mais alguma coisa, mas já estamos nos sentindo para baixo, completamente down, o melhor então é não fazer nada. Tudo que fizermos irá carregado de uma energia não muito boa e acabaremos que não teremos sucesso. Se conseguirmos mudar esta energia, perfeito. Mas muitas vezes isto é difícil, pois o que precisa acontecer para esta energia melhorar é exatamente nos aquietarmos e  esperarmos. Nessas horas o melhor a fazer é ficarmos com nós mesmos, tentando recuperar nosso equilíbrio interior. É importante conseguirmos entrar no vácuo e nos deixarmos levar, porque  é neste vácuo que reside tudo, é nele onde residem as infinitas possibilidades, para podermos, então, embarcar na onda de uma possibilidade infinitamente melhor e transformá-la em realidade. Pois tudo pode acontecer do dia para noite, tudo pode mudar da água para o vinho, mas enquanto estivermos mergulhados no olho do furacão não conseguiremos operar esta mágica e continuaremos rodando com ele sem conseguirmos fazer nada.

O pulo do gato é saltar para fora do furacão e deixar ele girar sozinho. É se desligar dos problemas mesmo! Se você se identifica com o problema, além do seu estado de ânimo piorar, fica muito mais difícil de resolvê-lo. Não é fingir que as dificuldades não existem, mas é não superdimensioná-las. Com certeza você já fez o que precisava fazer. Se há mais para fazer, não é este o momento. Um exemplo: você precisa urgentemente de um emprego, está desesperado, desempregado ou com pouco dinheiro e precisa aumentar a sua renda. Num dia específico, ou em uma semana, você se vê angustiado com a situação, mergulhado no problema, se sentindo mal por conta disto. Não adianta ir atrás do emprego, mandar currículos, enfim, todas as ações necessárias para conseguir um emprego, neste dia. Você não vai conseguir nada, pois está com a energia péssima. Você precisa procurar o emprego quando tiver soltado o  problema, quando não tiver superdimensionando-o. Mergulhe no vácuo e mude a sua vibração. Quando você estiver se sentindo melhor você retorna as suas ações, pois estará mais tranquilo, mais confiante e com uma energia bem melhor. 
Na maioria das vezes as coisas precisam de tempo para acontecer, e esse tempo vai ser mais rápido de acordo com a sua mudança de energia e vibração. Mergulhe no vazio, espere serenamente, curta o seu ser, ou não fazer nada, não se desespere.


Quando não estamos bem a melhor coisa é fazermos o que nos relaxa e nos dá prazer, nem que seja preciso o dia inteiro sentado no sofá da sua sala contemplando a montanha em frente a sua janela. A mudança de energia está dentro de nós e não fora. Não se cobre, não se culpe, apenas se distancie e contemple a vida. Provavelmente você vai perceber que a mágica está em cada canto, em cada segundo, e você será capaz de fazer mágica sem fazer nada.

Por Anna Leão. (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este texto)